Brasil enfrenta Senegal e Tunísia em amistosos na Europa na Data FIFA de novembro

Brasil enfrenta Senegal e Tunísia em amistosos na Europa na Data FIFA de novembro

Na última janela da Data FIFA de novembro de 2025, as seleções da CONMEBOL saem da América do Sul para enfrentar adversários de outros continentes — e o Brasil não fica de fora. Com a vaga garantida na Copa do Mundo de 2026 desde outubro, após terminar em 5º lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas, a equipe de Carlo Ancelotti usa os amistosos como laboratório tático, não como obrigação. O primeiro desafio vem em Londres, no Emirates Stadium, contra o Senegal, em 15 de novembro, às 13h (horário de Brasília). Três dias depois, em Lille, França, o Brasil encerra a série contra a Tunísia, no Decathlon Stadium. Esses jogos não são só rituais — são os últimos testes antes da Copa do Mundo, e o técnico italiano precisa ver quem tem condições de ir além da fase de grupos.

Um calendário global para as seleções da CONMEBOL

Entre 12 e 18 de novembro, todas as dez seleções da CONMEBOL estarão em campo, mas quase nenhuma em casa. O Brasil viaja à Europa, a Argentina enfrenta a Angola em Luanda, e a Bolívia encara a Coreia do Sul e o Japão na Ásia. Isso não é coincidência. A CONMEBOL vem incentivando esses confrontos intercontinentais desde 2023, para preparar suas equipes para os desafios de um Mundial que, pela primeira vez, terá 48 seleções. O Peru joga na Rússia, o Equador enfrenta o Canadá em Toronto, e o Uruguai vai ao México para encarar os donos da casa. É um calendário caótico — mas estratégico.

Brasil: entre vitórias e revéses

O Brasil chegou a esta janela com um histórico misto. Em outubro, goleou a Coreia do Sul por 5 a 0, com gols de Vinícius Jr., Endrick e Antony. Mas, em seguida, sofreu uma derrota inesperada por 3 a 2 para o Japão, em casa — o segundo revés de Carlo Ancelotti à frente da equipe. O problema não foi apenas o resultado. Foi o desequilíbrio defensivo, a falta de ritmo no meio-campo e a dificuldade em manter a posse contra pressão alta. A equipe que venceu por 5 a 0 não parece a mesma que perdeu por 3 a 2. Ancelotti tem pouco tempo para corrigir isso. O Senegal, com Sadio Mané ainda em atividade, e a Tunísia, com um sistema organizado e físico, vão testar o Brasil em áreas que ainda são frágeis. O técnico italiano não pode mais se esconder atrás da classificação. O que está em jogo é a credibilidade da seleção antes da Copa.

Outros classificados e o que está em jogo

Além do Brasil, outras cinco seleções da CONMEBOL já garantiram vaga: Argentina, Uruguai, Equador, Colômbia e Paraguai. O Chile e a Venezuela ainda lutam pela repescagem. Enquanto isso, os três países-sede — Estados Unidos, Canadá e México — estão automaticamente classificados, o que muda a dinâmica das Eliminatórias da Concacaf. Na África, as nove vagas já estão preenchidas, mas a repescagem ainda é incerta. Na Europa, só a Inglaterra confirmou vaga até agora. A pressão está em todos os lados. E os amistosos de novembro são o último espelho antes da grande prova.

O que vem depois: o sorteio e a pressão

Em dezembro de 2025, a FIFA fará o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026. A partir daí, cada seleção terá apenas sete meses para ajustar táticas, definir escalações e criar química. Para o Brasil, isso significa: quem será o volante de contenção? Quem lidera a defesa? Quem é o 11º homem? Ancelotti não tem mais espaço para erros. Os jogadores que brilharam contra a Coreia do Sul podem ser descartados se não repetirem o desempenho contra o Senegal. E os que não jogaram ainda — como Lucas Paquetá ou Endrick — têm uma janela de ouro para se impor. A pressão não é só da torcida. É do próprio calendário. E da história.

Os jogos da CONMEBOL na Data FIFA de novembro de 2025

  • 12 de novembro: Rússia x Peru — Gazprom Arena, São Petersburgo
  • 13 de novembro: Canadá x Equador — BMO Field, Toronto
  • 14 de novembro: Coreia do Sul x Bolívia — Daejeon World Cup Stadium, Daejeon
  • 14 de novembro: Angola x Argentina — Estádio 11 de Novembro, Luanda
  • 14 de novembro: Venezuela x Austrália — Shell Energy Stadium, Texas
  • 15 de novembro: Rússia x Chile — Estádio Fisht, Sochi
  • 15 de novembro: Brasil x Senegal — Emirates Stadium, Londres (13h, horário de Brasília)
  • 15 de novembro: EUA x Paraguai — Subaru Park, Pensilvânia
  • 15 de novembro: Colômbia x Nova Zelândia — Chase Stadium, Flórida
  • 15 de novembro: México x Uruguai — Estadio Corona, Torreón
  • 18 de novembro: Brasil x Tunísia — Decathlon Stadium, Lille

Frequently Asked Questions

Por que o Brasil joga na Europa se já está classificado para a Copa do Mundo?

Mesmo com a vaga garantida, o Brasil precisa testar jogadores, experimentar formações e avaliar o desempenho sob pressão real. Jogos contra seleções fortes como Senegal e Tunísia ajudam a identificar fraquezas antes da Copa do Mundo, onde o nível de competitividade será muito mais alto. É uma estratégia de preparação, não de exibição.

Quem são os principais jogadores que podem se destacar nos amistosos do Brasil?

Vinícius Jr. e Endrick são os principais nomes em busca de consolidação, mas Lucas Paquetá precisa mostrar consistência no meio-campo. O zagueiro Marquinhos, que retornou após lesão, e o lateral-esquerdo Alex Sandro também são cruciais. Ancelotti pode testar jovens como Matheus Cunha ou Brenner para a Copa de 2026.

A derrota para o Japão foi um alerta para a seleção brasileira?

Sim. A derrota por 3 a 2 foi o primeiro sinal de que a equipe ainda não tem estabilidade defensiva e depende demais de momentos individuais. O Japão pressionou alto, cortou passes e converteu oportunidades — algo que equipes europeias e africanas farão na Copa. Ancelotti precisa resolver isso antes de dezembro.

Como os amistosos afetam a classificação das outras seleções da CONMEBOL?

Eles não afetam diretamente a classificação, mas servem como indicadores de forma. Seleções como Bolívia e Venezuela, que ainda brigam pela repescagem, usam esses jogos para ganhar confiança e mostrar ao técnico que têm condições de enfrentar adversários de alto nível. Um bom desempenho pode mudar a percepção da comissão técnica antes da repescagem.

Quais são as chances da Argentina vencer a Angola em Luanda?

A Argentina é favorita, mas jogar na África é sempre um desafio. A Angola tem um time físico, organizado e motivado por jogar em casa. A vitória não será automática. Se a Argentina não dominar o jogo desde o início, pode sofrer surpresas — como aconteceu em 2023, quando perdeu para o Gabão em amistoso.

O que está em jogo no sorteio de dezembro de 2025?

O sorteio define os adversários da Copa do Mundo e, por isso, molda toda a estratégia de preparação. Um grupo difícil pode exigir ajustes táticos urgentes, enquanto um grupo mais acessível permite mais experimentação. Para o Brasil, evitar uma chave com Espanha, França ou Inglaterra será crucial para avançar na competição.

18 Comentários

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    isaela matos

    novembro 19, 2025 AT 11:50

    Outro amistoso pra encher o saco, sério? Já classificado e ainda tem que viajar pro outro lado do mundo só pra ver o Vinícius fazer uma bicicleta?

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    TATIANE FOLCHINI

    novembro 21, 2025 AT 01:08

    Se o Ancelotti não resolve a defesa, vai ser o mesmo caos de 2022. Só que agora com mais pressão e menos desculpas. E ninguém fala disso, só fica elogiando o Vinícius.

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    Carla Kaluca

    novembro 22, 2025 AT 17:33

    o senegal ta com mané ainda? qnd ele vai se aposentar msm? pq o time dele é so ele e uns 3 caras q nao jogam nem no campeonato senegales

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    Suellen Cook

    novembro 23, 2025 AT 05:57

    A CONMEBOL está, finalmente, agindo com responsabilidade estratégica. Os confrontos intercontinentais não são meros rituais - são exigências táticas para a era da Copa de 48 equipes. O Brasil, por sua vez, demonstra maturidade ao priorizar a preparação sobre a exibição. A derrota para o Japão, embora incômoda, foi um diagnóstico necessário: a seleção não pode mais depender de brilhantismo individual para superar organização coletiva.

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    Francielly Lima

    novembro 24, 2025 AT 11:31

    É impressionante como ainda existem pessoas que acreditam que um amistoso na Europa é 'apenas um treino'. A seleção brasileira representa uma nação com mais de 200 milhões de habitantes, e cada passo deve ser medido com a precisão de um cirurgião. A falta de consistência defensiva não é um 'problema', é um sintoma de uma estrutura mental obsoleta. Ancelotti precisa, urgentemente, impor disciplina tática - e não apenas confiar em talentos natos que não sabem o que é pressão alta.

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    Alexsandra Andrade

    novembro 25, 2025 AT 11:17

    Se o Brasil quer ser campeão, precisa de mais que jogadores talentosos. Precisa de um time que se entenda. O meio-campo tá perdido, o zagueiro tá sozinho, e o Antony tá sempre esperando o Vinícius resolver tudo. Mas isso é normal, né? A gente sempre acha que o talento resolve. Mas o futebol moderno é isso: organização, movimento, pressão. E o Senegal e a Tunísia vão mostrar isso na cara.

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    Andrea Silva

    novembro 27, 2025 AT 10:05

    Eu acho que o Paquetá é o cara que pode mudar tudo. Ele tem a visão, a técnica, a calma. Se ele jogar como contra a Coreia, o Brasil não vai precisar de milhares de jogadas individuais. Mas aí vem o problema: o técnico sempre põe ele no banco. Por quê? Porque tem medo? Porque prefere o que é mais fácil de entender? O futebol tá mudando, e o Brasil tá tentando entender isso com os pés no passado

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    Nicoly Ferraro

    novembro 28, 2025 AT 20:24

    Quem acha que amistoso é só pra 'testar' tá enganado. É pra ver quem tem coragem. Quem segura a pressão. Quem não some quando o jogo aperta. O Endrick tá brilhando, mas será que ele segura quando o adversário encostar nele? O Marquinhos voltou, mas será que ele consegue liderar? A gente fala muito de talento, mas o que define uma seleção é a alma. E a alma do Brasil tá em jogo agora.

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    Mailin Evangelista

    novembro 28, 2025 AT 20:46

    Todo mundo esquece que o Japão venceu por 3 a 2 porque o Brasil cedeu um pênalti bobo e o zagueiro dormiu na marcação. Não é falta de organização. É preguiça mental. E isso não muda com amistosos. Muda com demissão.

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    Ligia Maxi

    novembro 29, 2025 AT 18:48

    Eu acho que a gente tá exagerando na cobrança. O Brasil tá classificado, tá jogando contra times que não são da mesma liga, e ainda assim todo mundo tá falando que é um desastre. Mas se o time vencer por 2 a 0, ninguém vai lembrar da derrota pro Japão. Acho que a mídia tá criando drama só pra vender clique. E os torcedores? Eles acreditam em tudo. Mas o futebol não é isso. É um jogo. Um jogo que a gente ama, mas que não precisa ser um julgamento moral.

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    Joseph Fraschetti

    dezembro 1, 2025 AT 12:54

    Eu nunca entendi por que a gente joga na Europa. A gente tem tantos times fortes aqui, por que não joga contra o Chile ou o Peru? É só pra mostrar que a gente é melhor? Mas aí o time perde e a gente fica pior. Será que não é melhor jogar em casa, com a torcida, e ver o que realmente o time é capaz de fazer?

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    Wagner Wagão

    dezembro 2, 2025 AT 20:27

    Essa é a chance de ver o futuro. O Endrick, o Matheus Cunha, o Brenner - eles não são 'projetos'. São jogadores que já têm o que é preciso. O que falta é confiança. Ancelotti não precisa de um time perfeito. Precisa de um time que acredite. O Senegal vai pressionar, a Tunísia vai jogar duro, e se o Brasil não responder com coragem, não vai ser o adversário que vai vencer. Vai ser o medo. E o medo não tem cor.

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    Elaine Gordon

    dezembro 3, 2025 AT 22:50

    Os dados da FIFA mostram que 78% das seleções que enfrentaram adversários africanos em amistosos nos últimos três anos melhoraram seu desempenho defensivo na Copa subsequente. O Brasil está seguindo um protocolo comprovado. A derrota para o Japão não foi um fracasso - foi um dado de treinamento. A análise tática pós-jogo já foi realizada, e os ajustes estão em fase de implementação. A expectativa não é vitória, mas evolução.

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    Raissa Souza

    dezembro 4, 2025 AT 10:04

    É curioso como a humanidade ainda acredita que o futebol é um esporte. Ele é uma metáfora da nossa condição: caótica, irracional, profundamente humana. O Brasil, ao viajar à Europa para enfrentar Senegal e Tunísia, não busca apenas vitória - busca significado. A derrota contra o Japão não foi um erro tático, foi um espelho da nossa ansiedade coletiva. Ancelotti não treina jogadores. Ele tenta curar uma alma que tem medo de perder o que nunca teve.

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    Gabriela Oliveira

    dezembro 5, 2025 AT 22:33

    Alguém já pensou que tudo isso é um plano da FIFA pra tirar o Brasil da América? Eles querem que a gente jogue na Europa, se acostume com o clima, com o fuso, com o ódio das torcidas... e depois, na Copa, a gente vai ser um time 'estrangeiro' mesmo? E se o sorteio colocar o Brasil contra a Alemanha e a França? Será que isso foi planejado desde o começo? E se a vaga garantida for só pra nos deixar mais vulneráveis?

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    Aron Avila

    dezembro 7, 2025 AT 05:00

    Brasil contra Senegal? Isso é brincadeira? O Senegal tá sem Mané na próxima Copa. E a Tunísia? Um time que nem na África faz diferença. E aí o Brasil vai se matar viajando pro outro lado do mundo só pra ganhar deles? Tudo isso é pra fazer o Ancelotti parecer um gênio. Mas se ele não vencer, vai ser o bode expiatório. E o time? Vai continuar sendo o mesmo de sempre.

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    Wagner Wagão

    dezembro 7, 2025 AT 22:56

    Vi o comentário da Gabriela sobre o plano da FIFA e ri. Mas aí pensei: e se ela tiver razão? E se o Brasil estiver sendo testado não só como time, mas como nação? Porque se a gente não souber lidar com a pressão, o deslocamento, o cansaço, o que a gente vai ser na Copa? Não é só o técnico que precisa mudar. É a gente. A torcida. A mídia. A gente precisa de um time, mas também precisa de uma alma. E essa alma tá em jogo agora.

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    Alexsandra Andrade

    dezembro 9, 2025 AT 05:50

    Se o Ancelotti puser o Paquetá no meio, com o Endrick e o Vinícius, e deixar o Marquinhos liderar a defesa, a gente tem chance. Mas ele não vai. Ele sempre põe o que é mais seguro. E isso é o que vai nos matar. Porque o futebol não é sobre segurança. É sobre coragem. E o Brasil precisa de coragem agora.

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