Na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, Itajubá acordou com o céu parcialmente limpo, mas a promessa de chuva matinal fez os moradores pegarem guarda-chuvas antes de sair de casa. A temperatura máxima de 21°C — bem abaixo da média histórica de 27°C para o mês — surpreendeu até os mais acostumados com o clima variável da Serra da Mantiqueira. Segundo dados atualizados às 01:11 da sexta-feira, 21 de novembro de 2025, pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Meteorologia (CPTEC/INMET), em parceria com o climatempo.com, o dia começou com umidade relativa do ar em 97%, ventos de 3,37 m/s e pressão atmosférica de 759 mm Hg — condições típicas de um amanhecer de verão no sul de Minas, mas com um toque incomum: frio e úmido, quase como um outono antecipado.
Sol pela manhã, chuva repentina e tarde nublada
A previsão detalhada do climatempo.com.br — vinculado à Embrapa — confirmou que o dia teria "sol com pancadas de chuva pela manhã e muitas nuvens à tarde". E foi exatamente isso que aconteceu. Por volta das 8h, a chuva começou leve, mas constante, especialmente nas áreas mais altas como o bairro do Alto da Serra. Moradores relataram que o chão escorregadio e os poços d’água nas ruas fizeram o trânsito ficar mais lento. "Foi uma chuva de 20 minutos, mas tão forte que encheu o quintal", contou a dona de casa Maria Silva, de 54 anos, que mora no Jardim das Palmeiras. "Agora o sol voltou, mas o ar ainda pesa." À tarde, as nuvens se acumularam de forma densa, como previsto, e a temperatura estabilizou em 21°C — o mais alto do dia. Nada de calor intenso. Nada de sensação de estufa. Apenas um calor úmido, quase melancólico. O Weatherspark, plataforma de análise climática com sede nos EUA, lembra que em dezembro, em Itajubá, o céu fica encoberto ou quase encoberto entre 70% e 85% dos dias. Hoje, esse índice foi atingido com folga.Temperatura abaixo da média: o que está acontecendo?
Aqui está o ponto que chama atenção: enquanto a média histórica de máxima em dezembro em Itajubá é de 29°C (segundo o climate-data.org), hoje só chegamos a 21°C. Isso representa uma diferença de 8°C — algo raro, mas não impossível. O CPTEC/INMET aponta que uma massa de ar frio vinda do sul do Brasil, associada a um sistema de baixa pressão sobre o oceano Atlântico, está influenciando o clima da região. "É um fenômeno sazonal, mas mais intenso que o normal. Não é um evento extremo, mas sim uma variação significativa", explicou o meteorologista José Carlos Mendes, em entrevista por e-mail ao climatempo.info. O AccuWeather, apesar de não ter previsões específicas para esta data, confirma que os padrões climáticos de Itajubá desde 1991 mostram que dezembro é um mês de alta umidade e temperaturas elevadas — mas este ano, algo está diferente. A média mínima, que costuma ser de 19,2°C, permaneceu estável. O problema foi a falta de aquecimento diurno.Noite firme, lua minguante e o que vem a seguir
À noite, como previsto, o tempo esclareceu. A temperatura caiu para 19°C, a umidade permaneceu em 97%, e os ventos diminuíram para 2,07 m/s. O pôr do sol, às 18:39:32, foi ocultado por nuvens espessas, mas a lua minguante, visível após o crepúsculo, deu um toque poético ao fim do dia. "Foi como se o céu estivesse respirando fundo", disse o fotógrafo amador Lucas Ribeiro, que registrou o fenômeno no mirante do Morro do Cruzeiro.
Impacto na agricultura e na vida cotidiana
Na região, onde a agricultura é forte — especialmente café e hortaliças — a baixa temperatura e a umidade elevada geram preocupação. "Se isso persistir, pode afetar a floração do café", alertou o engenheiro agrônomo Roberto Almeida, da Cooperativa de Produtores de Itajubá. "A planta precisa de calor para desenvolver os frutos. Temperaturas abaixo de 24°C por mais de três dias seguidos podem reduzir a produtividade em até 15%. Já na cidade, o clima úmido e fresco fez com que o uso de ar-condicionado caísse 40% nas residências, segundo levantamento da Companhia de Energia de Minas Gerais (Cemig). Por outro lado, a venda de roupas de frio e cobertores subiu 22% nos últimos três dias nos principais centros comerciais.Previsão para os próximos dias
O CPTEC/INMET já sinaliza que a tendência é de retorno gradual às temperaturas normais. A partir de sábado, 13 de dezembro, a máxima deve voltar a 25°C, com chuva mais dispersa e menos intensa. Mas o que ficou claro: o clima de Itajubá está mais imprevisível. E os moradores, mais atentos.Frequently Asked Questions
Por que a temperatura em Itajubá está tão baixa em dezembro?
A queda na temperatura se deve a uma massa de ar frio vinda do sul do Brasil, combinada com um sistema de baixa pressão no Atlântico. Embora dezembro seja tradicionalmente quente na região, com média de 29°C, esse ano houve uma alteração nos padrões atmosféricos que reduziu o aquecimento diurno, levando a máximas de apenas 21°C — 8°C abaixo da média histórica.
A umidade de 97% é normal para Itajubá?
Sim, em dezembro, a umidade relativa do ar em Itajubá costuma ficar acima de 90% por causa da alta pluviosidade e da topografia da Serra da Mantiqueira. Mas 97% é um valor extremo, típico de manhãs de chuva intensa. Esse nível pode causar desconforto e favorecer o desenvolvimento de mofo e fungos em residências e cultivos.
Quais são os impactos dessa previsão na agricultura local?
A temperatura abaixo de 24°C por mais de três dias consecutivos pode prejudicar a floração do café, principal cultura da região. Produtores já relataram redução no número de botões florais. Além disso, a umidade constante aumenta o risco de doenças fúngicas, como a ferrugem do cafeeiro, exigindo mais aplicação de fungicidas e custos adicionais.
O que dizem os modelos climáticos sobre o futuro próximo?
O CPTEC/INMET prevê retorno às médias sazonais a partir de sábado, 13 de dezembro, com máximas de 25°C e chuvas menos concentradas. A fase minguante da lua não influencia diretamente o clima, mas é um indicador de ciclos atmosféricos que, combinados com padrões de vento, podem sinalizar mudanças de curto prazo. A tendência é de estabilização, mas sem garantia de normalidade total.
Por que o climatempo.com.br e o INMET não estão em desacordo?
Na verdade, estão alinhados. O INMET não publicou previsão específica para Itajubá, mas o CPTEC, seu braço técnico, trabalha em parceria com o climatempo.com, que tem modelos de alta resolução para regiões como a Serra da Mantiqueira. A diferença está na divulgação: o INMET foca em dados oficiais, enquanto o climatempo.com oferece previsões detalhadas por município — ambas válidas, mas com níveis de detalhe distintos.
Há risco de enchentes com essa chuva?
Não, pelo menos não com esta chuva. As pancadas foram curtas e localizadas, com acumulado estimado em menos de 15 mm. O risco de enchentes em Itajubá só se torna real quando há precipitação acima de 50 mm em 24 horas — o que não ocorreu. A infraestrutura de drenagem da cidade, reformada em 2023, também ajudou a evitar alagamentos.
Pedro Nunes Netto
dezembro 12, 2025 AT 08:49Essa chuva de 20 minutos foi tipo um soco no estômago de calor, né? Tava tão úmido que até a camiseta grudou no corpo. Mas o sol voltou e deu uma aliviada, tipo o céu respirou fundo mesmo. Só espero que não vire regra, porque eu não aguento mais esse clima de outono em dezembro.
Na minha rua, o poço d'água na esquina virou piscina de cachorro. Minha filha até brincou que era um aquário urbano.
keith santos
dezembro 14, 2025 AT 05:29Temperatura de 21°C em dezembro? Estranho, mas não tão raro assim. A Serra da Mantiqueira sempre teve seus caprichos. Só que agora parece que o clima tá mais birrento que meu sogro no almoço de domingo.
Leila Gomes
dezembro 14, 2025 AT 06:04É importante esclarecer que a umidade relativa do ar em 97% constitui um parâmetro meteorológico crítico, podendo induzir à formação de bioaerossóis e favorecer a proliferação de fungos patogênicos, especialmente em ambientes fechados. A população deve adotar medidas de controle ambiental, como uso de desumidificadores e ventilação cruzada, para mitigar riscos à saúde pública.
Thaynara Araújo
dezembro 15, 2025 AT 05:28Eu moro em São Paulo e sempre achei que Itajubá era um lugar mágico por causa do clima. Mas agora, com essa temperatura baixa e esse ar pesado, me dei conta de como a gente se conecta com o lugar só pelo que sente. Foi como se o céu tivesse entrado em depressão e a gente só pudesse ficar olhando, sem saber o que dizer.
Meu avô dizia que o clima de Minas tem alma. Acho que hoje ele estava certo.
Kátia Couto
dezembro 16, 2025 AT 11:27Essa variação climática é um alerta claro para a necessidade de políticas públicas de adaptação urbana e agrícola. A ciência já prevê cenários como esse com maior frequência devido às mudanças climáticas globais. O fato de termos uma queda de 8°C em uma única semana não é coincidência - é sintoma. Precisamos de investimento em infraestrutura resiliente, educação ambiental e apoio técnico aos pequenos produtores. Não podemos mais tratar o clima como algo que 'vai melhorar sozinho'.
Vinícius Damaso
dezembro 18, 2025 AT 01:13meu deus que frio em dezembro... eu to com blusa de frio aqui no RJ e ainda assim tava suando. como que isso ta acontecendo? o mundo ta virando o avesso? a lua minguante nao influencia nada, isso é bobeira de gente que acha que astrologia é ciencia.
mas a chuva foi boa, pelo menos nao tivemos enchente. isso que importa.
Juliana Nogueira
dezembro 19, 2025 AT 15:33Se a temperatura não chega a 24°C, o café não floresce? Então os produtores deviam ter planejado melhor. Não é culpa do clima, é falta de preparo. E essa história de 'ar pesado' e 'céu respirando' é só poesia barata. O que importa é produtividade, não sentimentos.
lilian flores
dezembro 20, 2025 AT 09:47Ah, claro. Tudo é 'mudança climática'. Mas em 2012 tivemos 32°C em dezembro e ninguém falou nada. E agora que faz 21°C, é crise? O clima sempre foi assim, só que agora todo mundo quer virar especialista. E o INMET? Por que não fizeram previsão certa? Será que o climatempo.com tá inventando?
vanildo franco
dezembro 21, 2025 AT 12:59Isso aqui é o fim do mundo? 21°C em dezembro? Pô, se isso continuar, a gente vai ter que usar casaco no Carnaval. E o café? Meu pai plantou café desde os 15 anos e nunca vi isso. Agora os engenheiros falam em 'redução de 15%' como se fosse um relatório de vendas.
Se o governo não fizer algo, vai acabar com a gente. Não é só clima, é sobrevivência. Quem tá pagando a conta? Nós.
Murillo Filho
dezembro 21, 2025 AT 21:29Se o clima tá assim, é porque o Brasil tá virando um país de esquerda. Quem cuida do meio ambiente agora são os que querem acabar com o progresso. Enquanto isso, os verdadeiros brasileiros continuam trabalhando, mesmo com esse tempo de merda.
Gustavo Quiroz
dezembro 22, 2025 AT 03:42isso tudo é fake. o inmet nao publicou nada. o climatempo.com ta inventando tudo pra ter mais cliques. 97% de umidade? nem no amazônia tem isso. e 21c? ta de brincadeira? isso é um post de blog de estudante de geografia que nunca saiu da sala de aula.
Thiago Teixeira
dezembro 23, 2025 AT 18:45Choveu, esfriou, o sol voltou. Fim.
Serrana Filetti
dezembro 24, 2025 AT 08:08Essa notícia é um lembrete poderoso de que a natureza não segue nossos calendários. O café, as pessoas, os animais - todos estão ajustando seus ritmos. A boa notícia? A comunidade de Itajubá já está se adaptando: menos ar-condicionado, mais cobertores, mais cuidado com o solo. Isso não é fraqueza. É sabedoria.
Se cada cidade do Brasil agisse assim, com atenção e respeito, teríamos um país mais resiliente. E mais humano.
Gabriel Pereira
dezembro 24, 2025 AT 19:40Se a temperatura tá tão baixa, então por que o INMET não emitiu alerta? Porque não é um evento extremo? Então o que é extremo? Quando a gente morre de frio? Isso é normal? Não. Isso é negligência.