Shopee lidera preferência na Black Friday 2025 com 60% das menções, superando Mercado Livre e Amazon

Shopee lidera preferência na Black Friday 2025 com 60% das menções, superando Mercado Livre e Amazon

Na corrida pela maior data de consumo do ano, Shopee saiu na frente: mais de 60% dos brasileiros entrevistados disseram que pretendem comprar na plataforma durante a Black Friday 2025Brasil. A pesquisa, feita pela Shopper Experience com 403 consumidores, revelou uma virada inesperada: enquanto o Mercado Livre e a Amazon dominam o tráfego e os anúncios, é o site asiático — muitas vezes visto como "menor" no mercado — que conquistou a confiança do consumidor real. E isso não é só questão de desconto. É questão de percepção.

Discrepância entre o que se fala e o que se compra

Aqui está o paradoxo: enquanto o Mercado Livre registra mais de 300 milhões de visitas mensais, ele aparece em apenas 6,4% das menções nas redes sociais. Já a Amazon, com cerca de 200 milhões de acessos, aparece em 81% dos posts, comentários e reels sobre Black Friday. Isso não é um erro. É um sinal. Os usuários estão falando muito sobre a Amazon — mas não estão comprando tanto quanto parecem. "Há uma clara desconexão entre o que viraliza e o que converte", observa Lilian Carvalho, coordenadora do estudo do Centro de Estudos em Marketing Digital da FGV/EAESP em parceria com a Polis Consulting. "A Amazon investe pesado em storytelling, influenciadores e urgência. O Mercado Livre, por outro lado, construiu uma base de confiança e eficiência logística que o consumidor valoriza, mesmo sem postar nas redes.""

Shopee: a surpresa que venceu pela experiência

O que fez o Shopee decolar? Não foi só o preço. Foi o pacote. A plataforma oferece duas grandes campanhas: o 11/11 (com R$ 20 milhões em cupons) e a Black Friday tradicional (R$ 16 milhões em descontos). Mas o que realmente chamou atenção foi o bônus: dois fretes grátis para compras acima de R$ 10. Sim, você leu certo. Dois. E isso não é um detalhe. É uma estratégia de fidelização. "O brasileiro está cansado de pagar frete. Se você me dá duas vezes sem custo, eu compro mais, e com mais calma", diz Fernanda, 34, moradora de Belo Horizonte, que comprou 12 itens na última Black Friday só por causa desse benefício.

Eletrônicos lideram, e o plano é antecipado

Se tem algo que todos querem, é eletrônico. 60% dos entrevistados disseram que vão comprar celulares, notebooks ou TVs. Logo atrás, eletrodomésticos e moda, ambos com 42%. Mas o mais interessante? Mais da metade (55%) afirmou que a Black Friday é a única chance de adquirir algo que normalmente estaria fora do orçamento. "É o momento de trocar a geladeira de 2015, de comprar aquele notebook que eu sonho desde o ano passado, de finalmente ter um fone de ouvido que não quebra em duas semanas", conta Marcos, 29, técnico de TI em São Paulo. E o planejamento? 80% dos consumidores já estão listando produtos, comparando preços e monitorando ofertas desde outubro. Não é mais "comprar no último minuto". É uma operação militar. "A Black Friday deixou de ser um evento e virou um hábito de consumo", afirma um analista de varejo que pediu para não ser identificado. As armas dos gigantes: cupons, horários e exclusividades

As armas dos gigantes: cupons, horários e exclusividades

O Mercado Livre está jogando pesado: R$ 100 milhões em cupons, com foco no 11/11. O Magazine Luiza já começou seu "esquenta" com descontos de até 70%. Já a Amazon criou um ritual: ofertas exclusivas para membros Prime em horários específicos — 11h11, 12h12, 13h13. Parece bobagem, mas funciona. "É uma forma de criar urgência e pertencimento. Você não só compra, você participa de um evento", explica um especialista em comportamento do consumidor. E as marcas mais cobiçadas? A Apple lidera com 32% das menções, seguida por Samsung (16%), LG (9,9%) e Xiaomi (7,8%). É a prova de que, mesmo em tempos de crise, o desejo por tecnologia de qualidade não desaparece — só se adia.

Uma data que mudou o varejo brasileiro

Diferente dos EUA, onde a Black Friday começou como uma promoção física pós-Ação de Graças, aqui ela nasceu online. E só depois invadiu as lojas físicas. Hoje, 52% dos brasileiros preferem comprar pela internet, 19% vão às lojas e 29% não têm preferência. O site BlackFriday.com.br, o representante oficial do evento no país, confirma: 2025 será o maior ano de todos. E não por acaso. "O consumidor brasileiro aprendeu a ser inteligente. Ele não cai em fake discounts. Ele quer valor real", diz o site em sua análise anual. O que vem depois da Black Friday?

O que vem depois da Black Friday?

O próximo desafio para os varejistas não é só vender mais. É manter os clientes. Aqueles que compraram no Shopee por causa dos dois fretes grátis? Eles vão voltar? Aqueles que compraram na Amazon por causa das ofertas Prime? Vão manter a assinatura? A resposta pode definir quem será o verdadeiro campeão em 2026.

Frequently Asked Questions

Por que o Shopee está liderando na preferência, mesmo com menos menções nas redes sociais?

O Shopee venceu pela experiência prática: frete grátis duplo, interface intuitiva e promoções que realmente reduzem o preço final. Enquanto outras plataformas apostam em viralização, o Shopee investiu em benefícios tangíveis que o consumidor sente no bolso — e isso pesa mais do que memes e influenciadores.

Por que o Mercado Livre tem mais visitas, mas menos menções nas redes?

O Mercado Livre é o "trabalhador silencioso" do e-commerce brasileiro: confiável, com entrega rápida e grande variedade de vendedores. Os usuários vão lá para comprar, não para discutir. Já a Amazon e a Shein geram mais engajamento porque criam narrativas emocionais — e isso aumenta as menções, mesmo sem traduzir em tráfego real.

Quais produtos estão mais em alta na Black Friday 2025?

Eletrônicos lideram com 60% de intenção de compra, seguidos por eletrodomésticos e moda (ambos com 42%). Celulares, notebooks, geladeiras e roupas são os mais buscados. A Apple e a Samsung são as marcas mais desejadas, com 32% e 16% das menções, respectivamente, indicando que o desejo por tecnologia de qualidade ainda é o principal motor de consumo.

Como os consumidores estão se preparando para a Black Friday 2025?

80% dos entrevistados já estão planejando suas compras desde outubro, comparando preços, monitorando histórico de valores e criando listas de desejos. O planejamento antecipado é a nova regra — e quem não se prepara corre o risco de perder as melhores ofertas, especialmente em produtos de alta demanda como TVs e smartphones.

A Black Friday no Brasil ainda é uma data de descontos reais ou só marketing?

Ainda há abusos, mas a maioria dos grandes marketplaces — especialmente Shopee, Mercado Livre e Amazon — passou a usar ferramentas de transparência de preços. O site BlackFriday.com.br, por exemplo, exige que as ofertas sejam comparáveis a preços anteriores. Isso reduziu fraudes, e o consumidor está mais esperto: 55% dizem que usam a data para comprar itens que realmente precisam, não só por impulso.

O que a Black Friday 2025 revela sobre o futuro do varejo no Brasil?

Revela que o varejo digital está maduro. O consumidor não quer só desconto — quer confiança, rapidez e benefícios reais. As empresas que investirem em logística, transparência e experiência de compra, e não só em anúncios, serão as vencedoras. A era do "mais barato" está dando lugar à era do "melhor valor".

1 Comentários

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    Alexandre Oliveira

    novembro 29, 2025 AT 11:09
    Essa história do frete grátis duplo é o que me convenceu mesmo. Comprei 15 coisas na última Black Friday só por causa disso. Não me importo se demora um pouquinho mais, desde que não precise pagar extra. O Shopee entendeu o que o brasileiro realmente quer: menos dor de cabeça.

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